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A reunião com os prefeitos de algumas cidades da região, realizada na Câmara Municipal de Jales na tarde da última segunda-feira, 29 de junho, com o intuito de unificar as ações de enfrentamento ao novo coronavírus, criou uma falsa expectativa na população que esperava a decisão de ações mais rígidas vindas por parte das autoridades.

O médico infectologista Dr. Maurício Favaleça chamou a atenção para o avanço da pandemia no interior e propôs a reunião com o intuito de discutir medidas para reforçar os atendimentos e evitar o colapso da saúde no interior.

As sugestões de um mini-lockdown, proibição de vendas de bebidas alcoólicas, reforço da fiscalização em supermercados e até a antecipação da fase vermelha do Plano São Paulo, por exemplo, entraram em discussão mas logo foram desviadas. 

Em transmissão na íntegra realizada pela página "Interativa Web TV", um dos prefeitos da região que estavam presentes na reunião, no minuto 49:30, disse: "Não adianta a gente querer tampar o Sol com a peneira que não vai dar certo. Todo mundo aqui é pré candidato ou está lançando algum sucessor. Essa pandemia vai dificultar a vida de todo mundo. Se a gente falhar vai ser pior ainda. Como gestor público a gente não pode falhar!".

Em determinado momento, quando o assunto havia se perdido novamente, o prefeito Flávio Prandi Franco, o Flá, chamou a atenção para o verdadeiro intuito da reunião: "Estamos em uma reunião regional. Tivemos o colapso da saúde em Jales e precisamos abrir novos leitos. Nós temos uma região de 16 municípios, 100 mil habitantes. Nós podemos fazer alguma ajuda aos profissionais da saúde? Esse é o motivo da reunião!", contou.

A Prefeitura de Jales divulgou para a imprensa uma nota que trás o que ficou definido da reunião. Entre as medidas, surgem vários pontos que já estariam, pelo menos no papel, em vigor através do Plano SP:

• uso obrigatório de máscara de proteção facial, com cobertura da boca e do nariz, como condição obrigatória de ingresso e frequência eventual nos estabelecimentos em geral, sob pena de multa

• rigorosa fiscalização pela Vigilância Sanitária e Polícia Militar, no cumprimento de todas as medidas restritivas, em especial mediante ação em festas realizadas nas cidades, chácaras, bares, ranchos, pousadas, inclusive em imóveis particulares; fixação de multa aos infratores, inclusive, no caso de reincidência, com suspensão ou cassação de alvará de funcionamento;

• controle e fiscalização dos veículos de transportes coletivos, tanto para trabalho como para outros fins, seguindo as recomendações das Autoridades de Saúde.

• ainda foram citadas a gestão no Governo do Estado para aumentar o efetivo da Polícia Militar na região;


• realização de aferição de temperatura e testes rápidos (para sintomáticos) com o objetivo de identificar o grau de contaminação nas populações dos municípios;

• realização de barreiras sanitárias para colher informações e orientar a população sobre os cuidados a serem tomados para evitar contaminação; 

• na atenção primária à saúde (atenção básica), intensificar o monitoramento de todos os casos positivos, suspeitos e contatos para evitar o agravamento e necessidade de internação; 

• disponibilização, de acordo com a prescrição médica, dos medicamentos do protocolo para profilaxia e tratamento da COVID-19 e a criação do Disque-Denúncia para registro de ocorrências e posterior encaminhamento às autoridades de saúde, com o objetivo de a população ajudar na fiscalização de aglomerações e descumprimento dos Decretos Estaduais.

Destacamos em negrito "decretos estaduais" tendo em vista que a região de São José do Rio Preto continua na fase laranja do Plano SP.  Porém, como também foi citado por alguns prefeitos na reunião, as medidas da fase não estariam sendo cumpridas da maneira que deveria pelos próprios municípios.

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1 Comentários

  1. Não estão atuando como prefeitos ou gestores, mas sim como futuros candidatos a prefeito. Não estão pensando no momento atual, onde o sistema de saúde entrou em colapso e a região está em uma ascendente de casos. Estão pensando sim na condição de suas reeleições e o quanto estão com o rabo preso com empresários, forças políticas e demais que são contra uma medida mais restritiva e eficaz no combate.

    É lamentável o quanto estamos entregues a sorte desses canalhas. Espero de verdade que sejam processados num futuro próximo pela negligência que trataram a saúde pública.

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