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Se a melhor coisa de ser pai é poder ter o filho nos braços, imagina poder fazer isso pela primeira vez no Dia dos Pais, depois de passar uma quarentena longe dos primeiros dias de vida da criança. A situação registrada em São José do Rio Preto (SP) ocorreu por causa da infecção da mãe pelo novo coronavírus.

O pai Thiago Henrique Moraes Lopes, de 33 anos, pode abraçar a filha Maria Júlia pela primeira vez neste domingo (9), 17 dias depois do nascimento, que aconteceu no Hospital de Base de Rio Preto.

A equipe médica da UTI Neonatal do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) que promoveu o encontro no Dia dos Pais. A criança permanece internada, até esta segunda-feira (10), por causa do parto prematuro. Segundo os pais, quando a bebê nasceu prematura, com 31 semanas, no dia 23 de julho, a mãe, Ana Julia da Silva Lopes, 34, estava internada na UTI Covid do Hospital de Base.

Ana Julia teve Covid-19 confirmada por exame no dia 13 de julho. Os sintomas se agravaram depois de sete dias e ela foi internada, chegando a ir para a UTI. “Ela começou a ter problemas respiratórios e isso foi agravando o estado dela e da bebê”, afirma o pai.

Por causa da situação, a melhor opção foi fazer o parto, que ocorreu na UTI do hospital, conta o pai. Maria Julia nasceu no dia 23 de julho e, desde então, não teve contato com os pais, que só conheciam a filha por fotos e videochamadas. “No dia do nascimento da Maria, eu apenas ouvi o choro dela. Não tive nenhum contato e nem mesmo cheguei a vê-la. A ansiedade era tanta que eu e o Thiago mal dormimos a noite”, afirma a mãe.

Tanto Thiago como Maria Julia testaram negativo para coronavírus. Mesmo assim, eles ficaram em quarentena e só puderam se ver neste domingo. “Na quarentena só pensava quando ia poder ver ela. É um sentimento que não dá para descrever, inexplicável. Minha primeira filha, é um sentimento de proteção de carinho, algo que transcende o que já sentimos até então”, afirma o pai.

Após o parto, a mãe já teve uma melhora no quadro da Covid-19 e, no mesmo dia, acabou indo para o quarto para se recuperar ainda dos sintomas. A mãe teve alta no dia 25 de julho. “É uma alegria imensa, impossível descrever este sentimento com palavras. Enquanto estava internada, sentia muito medo de não conseguir conhecê-la. Mas graças a Deus tudo deu certo", diz a mãe.

"É o nosso bebê arco-íris, trouxe cores ao nosso mundo após o período de tensões que enfrentamos”, completa Ana Julia.

G1

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