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O Ministério da Saúde e o Instituto Butantan assinaram nesta segunda-feira (15) contrato para obter mais 54 milhões de doses da Coronavac. A vacina é desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo instituto paulista.

Após impasses, a pasta anunciou em janeiro que faria a compra, mas o contrato ainda não havia sido formalizado. A aquisição se soma a 46 milhões de doses que já haviam sido adquiridas pela pasta no início deste ano. Com isso, o total de doses que devem ser fornecidas pelo Butantan chegará a 100 milhões.

A previsão é que esse volume seja fornecido até setembro.

O anúncio da confirmação do contrato ocorre em meio à pressão de municípios sobre o baixo número de doses de vacinas contra a Covid. No Rio de Janeiro, a aplicação da primeira dose deve ser interrompida devido à falta de imunizantes. Especialistas também têm feito críticas ao atraso do governo federal na definição desses contratos.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que tinha a "opção" de decidir sobre a compra até 30 de maio. "Preferimos adiantar a confirmação para termos logo essas 54 milhões de doses”, informou o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco.

A confirmação do interesse nas doses extras, no entanto, foi alvo de impasse em janeiro. Na época, a Fundação Butantan enviou um ofício em que pedia ao ministério que confirmasse a intenção de obter as doses para evitar o risco de atrasos no fornecimento, devido à dificuldade em obter insumos. O ministério, porém, evitou responder inicialmente à demanda, frisando que o prazo estipulado no acordo inicial previa confirmação até maio.

Na época, o governo paulista ameaçou exportar doses a outros países caso não houvesse manifestação da pasta. Após dias de discussão, o Ministério da Saúde confirmou que compraria as demais doses.

Segundo a pasta, a previsão é que a entrega das doses extras ocorra de forma escalonada, da mesma forma que já tem ocorrido com as doses iniciais já acertadas.

Atualmente, o Butantan já entregou ao menos 9,8 milhões de doses ao Ministério da Saúde, as quais têm sido usadas na campanha de vacinação com esquema de duas doses, com intervalo de cerca de 28 dias entre a primeira e a segunda.

O cronograma prevê ainda entrega de 9,3 milhões de doses em fevereiro (destas, 1,1 milhão já foram entregues, segundo o Butantan), 18,1 milhões em março e 15,9 milhões em abril. O restante deve ser distribuído nos meses seguintes.

Além do Butantan, o ministério tem um acordo para obter 224 milhões de doses da vacina pela Fiocruz, mas o cronograma tem sofrido mudanças devido ao atraso na obtenção de insumos da China para fabricação das doses.

Em nota, o Ministério da Saúde diz ainda que deve assinar "nos próximos dias" contratos para obter mais 30 milhões de doses de duas outras vacinas contra Covid.

Deste total, 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik V são negociados com a União Química, que tem uma parceria com o Fundo Russo de Investimento Direto. O restante, ou 20 milhões, seriam da vacina indiana Covaxin, em negociação hoje com a Precisa Medicamentos, laboratório que tem uma parceria com a empresa indiana Bharat Biotech, que desenvolve a vacina.

A pasta diz ainda aguardar a entrega de 42,5 milhões de doses da vacinas que devem ser fornecidas pelo consórcio Covax Facilty, ligado à Organização Mundial de Saúde.

Fonte: OExtra

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