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A Justiça realiza na tarde desta terça-feira (10) o júri popular do homem acusado de matar com um tiro na cabeça o jovem Natan Fernando Pezolito, de 20 anos, durante uma festa de aniversário.

O crime foi registrado no dia 22 de dezembro de 2019, em um sítio de Mirassolândia (SP). Jonatan Junio da Silva Santos fugiu depois de cometer o assassinato, mas foi encontrado e preso no dia 6 de janeiro de 2020.

Em depoimento, Jonatan alegou que o disparo havia sido feito de forma acidental. Porém, testemunhas relataram que o acusado pegou um revólver e fez roleta-russa com Natan e outros jovens que estavam na propriedade.

De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), o acusado será julgado no Fórum de Mirassol (SP). Jonatan foi denunciado pelo Ministério Público (MP) pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e três tentativas de homicídio.

Ao G1, a prima de Natan disse espera que a justiça seja feita, porque Jonatan matou um jovem que tinha uma vida inteira pela frente.

“Estamos chateados porque não foi autorizado nenhuma pessoa da família a assistir. Esperamos que ele [Jonatan] pague. Meu primo era tranquilo. Nunca mexeu com coisa errado. Foi bem difícil os últimos anos para minha família, porque, após seis meses, o pai do Natan faleceu de Covid”, contou Thais Natalia Pezolito Medeiros.

O G1 não conseguiu contato com advogado de defesa de Jonatan até a publicação desta reportagem.

Crime

Natan Fernando Pezolito e os amigos estavam no sítio onde o crime foi registrado por conta de uma festa de aniversário da irmã do acusado de realizar o disparo.

Em determinado momento, Jonatan entrou no quarto e voltou armado com um revólver cromado. Ele abriu o tambor e foi para a sala onde Natan estava sentado com amigos, de acordo com o estudante Júlio Rodrigo Piva Dias.

“Ele falou para brincarmos de roleta-russa. Perguntei o que era isso. Ele explicou que era para colocar uma bala no tambor, rodar e atirar. A gente respondeu que ele estava louco, que era para sair fora disso. Ele sentou no canto do sofá e apontou a arma e atirou em falso. Ele fez isso três vezes, até mirar no Natan e disparar”, disse Júlio, amigo de infância de Natan.

Ao se dar conta de que o revólver tinha disparado e atingido Natan na cabeça, Júlio afirma que o rapaz voltou ao quarto, guardou a arma e saiu desesperado, com as mãos na cabeça.

“Vi o sangue, peguei o Natan, tentei falar, mas ele não respondia. Eu o arrastei para fora, coloquei na grama e comecei a gritar o pessoal. Conseguimos socorrer o Natan ao Pronto-Socorro, onde fiquei aguardando a ambulância de Rio Preto”, diz Júlio.

Ainda segundo Júlio Dias, ninguém esperava que Jonatan Santos atiraria de verdade contra Natan. "A gente ficou sem reação quando ele começou a atirar, eu não esperava, achei que ele iria apenas mostrar. Ele morreu nos meus braços. Minha consciência está pesada, fecho o olho e o vejo morto", afirma Júlio.

Natan foi transferido para o Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), onde permaneceu respirando com o auxílio de aparelhos até o dia 25 de dezembro de 2019.

O corpo da vítima foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Guapiaçu (SP). A morte de Natan causou revolta e comoção. Amigos e familiares promoveram uma cavalgada para homenageá-lo.

Por: G1

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