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Os diplomas falsos emitidos por meio de instituições de ensino eram vendidos a preços que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil. A informação foi divulgada pelo delegado Eder Galavoti Rodrigues.

Coordenados pela Delegacia Seccional de Catanduva (SP), policiais civis cumpriram nesta quarta-feira (20) mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada na produção dos documentos.

As equipes da corporação estiveram em São Paulo, São José dos Campos, Osasco, Catanduva e Catiguá (SP), municípios onde estão localizados as residências e sedes de instituições de ensino pertencentes aos principais membros da quadrilha especializada nos crimes de falsificação de documentos, uso de documentos falsos, exercício irregular da profissão , estelionato e organização criminosa.

“Os diplomas são utilizados para as pessoas ascenderem em carreiras públicas, fazerem inscrições em concursos públicos e conseguirem empregos particulares. A investigação prossegue porque a quadrilha está ramificada no Brasil todo. Há um número certamente infindável de diplomas expedidos e utilizados pelas pessoas”, disse Eder Galavoti.

A operação Romeo II foi deflagrada em razão de denúncias recebidas pela Polícia Civil de Paraíso (SP) sobre o uso de falsos certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu, segunda licenciatura e bacharelados.


Para emitir os certificados e diplomas falsos, a organização criminosa contava com apoio de diversas células distribuídas em várias cidades e estados. A quadrilha também criou uma falsa plataforma online para a emissão dos referidos contrafeitos.

“Alguns estudantes são levados a erro. A pessoa não checa se a instituição está inscrita junto ao Ministério da Educação (MEC). Muitas vezes a instituição fornece o curso, mas o diploma não tem validade. Existe um grau de tolerância que precisa ser investigado. O aluno vê um curso de quatro anos ser iniciado e terminado em um ano. Existe uma falta de cuidado do interessado. Ele sai com o diploma, achando que está formado, mas não está. Um curso inteiro não pode custar R$ 4, R$ 3 ou R$ 1 mil”, explica Eder Galavoti.

De acordo com o delegado, as consequências dos crimes são graves, porque pessoas com certificados e diplomas falsos exercem profissões e ocupam cargos sem possuírem formação e capacidade.

“O profissional pode ser mandado embora por justa causa e ter que ressarcir os salários recebidos. Isso aumentou muito por conta dos estabelecimentos de ensinos que operam por videoconferência. As investigações feitas pelo pessoal de Paraíso apontaram que algumas pessoas conseguiram registrar os diplomas nos conselhos da profissão”, diz o delegado.

Os principais articuladores da organização foram identificados e responderão pelos delitos mencionados. Todos os documentos e computadores apreendidos serão analisados.

Além de policiais de Paraíso, equipes de Catiguá, Novais, Tabapuã, Pindorama, Santa Adélia, Elisiário, Catanduva, São Paulo, Osasco e São José dos Campos participaram da operação.

Fonte: G1

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