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Aluno de doutorado da Unb, Daniel, ao lado do fóssil encontrado nesta semana em Jales: crânio e mandíbula completos de um Baurusuchus pachecoi

Prof. Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira, ou simplesmente Prof. Cadu, fernandopolense formado em biologia, cirurgião-dentista, Mestre em Microbiologia, Doutor em Geologia Regional e atualmente Professor EBTT no Instituto Federal de São Paulo, Campus Votuporanga.

Ao lado do Prof. Dr. Rodrigo Miloni Santucci, da Universidade de Brasília, que nesta semana chegou à região com alunos de mestrado e doutorado da UnB, estão escavando em área conhecida mundialmente pela grande quantidade de fósseis.

“O afloramento da região de Fernandópolis, Jales e Auriflama possui a maior concentração de ninhos de crocodilos fósseis do mundo. Já identificamos mais de 23 ninhos com cascas de ovos, ovos fossilizados e outros fósseis que ainda não podemos revelar, seguirá em segredo, pois revelaremos quando publicarmos nosso próximo artigo científico internacional”, disse Prof. Cadu na tarde desta sexta-feira (26), durante uma escavação em Jales.

E já são seis artigos científicos publicados em revistas internacionais, sendo que a publicação do sétimo artigo é esperado para o próximo mês.

A equipe de paleontólogos encontrou um crânio e mandíbula completos de um Baurusuchus pachecoi, espécie de crocodilo pré-histórico do período Cretáceo Superior, de 80 milhões de anos atrás.

“Usamos os fósseis encontrados em Fernandópolis, Jales e Auriflama para alunos de mestrado e doutorado estudar e realizar suas pesquisas, portanto esses fósseis da nossa região contribuem com informações valiosas para a paleontologia brasileira e mundial. É o registro mais antigo de um ser vivo de toda a região”, ressalta Prof. Cadu.

Foram encontrados, e estão sendo analisados, elementos ósseos e dentários, garras, ovos (cascas e até exemplares inteiros), esqueletos bem preservados, coprólitos (fezes fossilizadas), osteodermos (aquelas placas dérmicas que ficam nas costas dos crocodilos e jacarés), vértebras, costelas, dentre outros elementos fósseis.

“É importante destacar que fósseis devem ser objetos de pesquisa em centros acadêmicos e exposições em museus. Nunca devem ser guardados em casa e muito menos serem comercializados (prática proibida no Brasil e considerada crime). Por isso, quem encontrar fósseis deve comunicar os pesquisadores autorizados a trabalharem na área, a Agência Nacional de Mineração ou uma Universidade Pública ou Instituto Federal de Educação. Podem entrar em contato diretamente comigo, pelo meu email particular: edumaiaoli@yahoo.com.br. É comum os fósseis serem encontrados em arenitos, popularmente conhecido como piçarra”, complementa Prof. Cadu.



Fonte: OExtra | João Leonel

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