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Foto: Reprodução/TVTEM

A média móvel de pacientes internados com Covid-19 nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no estado de São Paulo voltou a crescer após 6 meses de queda, de acordo com dados do governo.

A média de pacientes internados em UTI caiu mês a mês ao longo do segundo semestre deste ano. Em junho, havia 11 mil internados nessas unidades. O número passou para 3 mil em agosto, então para 1.600 em outubro, e 1.000 em novembro.

No entanto, segundo dados da Fundação Seade, desde o dia 22 de dezembro, o índice voltou a crescer.

Veja abaixo a média móvel de internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 no estado de São Paulo neste mês:

02/12: 1.048 internados
09/12: 974 internados
16/12: 889 internados
23/12: 924 internados
30/12: 1.014 internados

Apesar do aumento, o número de internados ainda é menor do que o registrado no início do mês - são 1.014 pacientes em UTI nesta quinta (30), contra 1.048 no começo de dezembro.

O crescimento no total de internados ocorre porque houve um aumento expressivo na internação de novos pacientes com suspeita ou confirmação da Covid, tanto em enfermaria quanto em leitos de UTI. Assim, mesmo com a saída de pacientes que recebem alta, o total nas UTIs cresceu.

Veja abaixo a média móvel de novas internações em enfermaria e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 no estado de São Paulo neste mês:

02/12: 286 novas internações
09/12: 271 novas internações
16/12: 322 novas internações
23/12: 404 novas internações
30/12: 516 novas internações

Em entrevista à TV Globo, o professor Renato Coutinho, da Universidade Federal do ABC e membro do Observatório Covid-19 BR, disse que o aumento nas novas internações por Covid é maior justamente na capital paulista.

“A gente vê um aumento de hospitalizações no município de São Paulo que coincide com a entrada da ômicron. A gente não tem como afirmar com certeza que esse aumento é devido à ômicron, porque pode ser também influenciada também pela Influenza, pode ter outros fatores também. Tem mais gente se aglomerando, mas é evidência forte que isso pode estar acontecendo já”, declarou Coutinho.

Os especialistas alertaram ainda que, como o dado oficial considera pacientes internados em leitos de enfermaria ou UTI com suspeita ou confirmação de Covid-19, é possível que uma parte deles estejam com o vírus da gripe (Influenza) e sejam contabilizados na estatística de novas internações por coronavírus.

Em nota, a Secretaria da Saúde de São Paulo negou o aumento nas internações, verificado nos dados oficiais da própria pasta, e destacou que a ocupação nas UTIs e enfermarias no estado ainda está abaixo da registrada no pico da pandemia.

"A Secretaria de Estado de Saúde mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todas as regiões e reforça a queda de indicadores da pandemia, como é possível perceber pelo número de pacientes internados. A taxa de ocupação hoje (30) no estado é de 23,4 % de UTI e 21,8%, em enfermaria, inferiores aos atingidos no pico da pandemia, quando a ocupação de UTIs chegou a ultrapassar 90%", disse a secretaria, em nota.

Fonte: G1

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